A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo abriu investigação sobre a doação de equipamentos para o centro de treinamento (CT) de artes marciais construído na sede do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).
Segundo o Metrópoles, o empresário Gabriel Cepeda, acusado de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC) e dono da rede de postos de combustíveis Boxter, foi apontado como responsável pela doação. Cepeda foi alvo da Operação Carbono Oculto, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo em 28 de agosto.
No Diário Oficial, publicado em 26 de setembro, o termo de doação indicou a empresa C2 Gestão de Patrimônio como responsável pelo financiamento do CT. A empresa está registrada em nome de Felipe Francelino, pintor de 34 anos que reside em uma casa de 19 m² em Ubatuba e é alvo de ordem de despejo por ocupação irregular do terreno.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que a Corregedoria analisará “toda a documentação disponível, a fim de verificar o integral cumprimento da Lei Orgânica da Polícia Civil e a legislação vigente”.
A publicação do nome da empresa veio dois dias após a SSP ter se recusado a fornecer a informação em resposta a pedido feito via Lei de Acesso à Informação (LAI) pelo Metrópoles, sob a justificativa de que o procedimento ainda estaria em andamento.
O caso levanta questionamentos sobre a origem dos recursos e a transparência no financiamento de estruturas oficiais da Polícia Civil, enquanto a investigação prossegue para apurar a legalidade e eventual vínculo criminoso.
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