Brasília, 20 de novembro de 2025 — A Justiça Federal rejeitou pedido de liberdade para Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, mantendo sua prisão preventiva. A decisão foi tomada pela desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
De acordo com a magistrada, há indícios concretos de gestão fraudulenta e atuação em organização criminosa por parte de Vorcaro. Na decisão, ela afirma que a soltura representaria risco significativo à ordem pública e econômica, já que o banqueiro é apontado como um dos líderes do esquema investigado.
Vorcaro está detido desde segunda-feira à noite, quando agentes da Polícia Federal o encontraram no Aeroporto de Guarulhos (SP), enquanto ele tentava deixar o país.
A prisão faz parte da Operação Compliance Zero, conduzida pela PF, que investiga supostas fraudes na emissão de títulos de crédito pelo Banco Master. A operação estima prejuízos de até R$ 12,2 bilhões ao sistema financeiro.
Na defesa, os advogados de Vorcaro alegaram que a prisão não seria mais necessária porque o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. Também afirmaram que a viagem marcada para os Emirados Árabes, no momento da prisão, teria sido para fechar negociações com investidores — e não para fugir.
Em outro ponto, a juíza ressaltou comportamentos da defesa e dos investigados que poderiam atrapalhar as investigações, reforçando a necessidade de manter a medida cautelar.
A decisão da desembargadora ainda menciona “fraude sistêmica” e possíveis tentativas de obstrução à fiscalização, elementos que justificam, segundo ela, a continuidade da prisão de Vorcaro.
Além disso, há investigações que envolvem também o Banco de Brasília (BRB), cuja presidência e diretoria financeira sofreram afastamento por ordem judicial no âmbito da mesma operação.
Fonte: VEJA, com base na decisão do TRF-1 e notícias da Polícia Federal. V
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