Portal de Notícias - Sua fonte de notícias na cidade de ...

Quarta-feira, 15 de Julho de 2026

Geral

Waack: Crise do Master exibe instituições sem credibilidade

Não se apresenta justificativa plausível para o fato de o TCU (Tribunal de Contas da União) ter, na prática, arrogado para si o direito de investigar o Banco Central

Notícias de Porto Velho
Por Notícias de Porto Velho
Waack: Crise do Master exibe instituições sem credibilidade
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O escândalo do Banco Master está provocando uma crise institucional de graves proporções. Instituições brasileiras ligadas à política — entre elas o STF (Supremo Tribunal Federal) — já vêm sofrendo, há tempos, uma perda significativa de credibilidade, processo que os acontecimentos em torno do banco vêm acelerando.

Até o momento, não há explicação convincente para o envolvimento do STF na investigação do escândalo, ainda mais sob sigilo máximo. Da mesma forma, não se apresenta justificativa plausível para o fato de o TCU (Tribunal de Contas da União) ter, na prática, arrogado para si o direito de investigar o investigador, isto é, o Banco Central — também sob total sigilo.

A crise institucional não decorre do simples fato de um órgão averiguar o que outro faz ou deixa de fazer, pois isso está previsto na legislação e garantido pela Constituição. O problema reside no fato — demonstrado pela forte reação da sociedade civil organizada — de que não se acredita nos motivos alegados pelo STF e pelo TCU para justificar suas atuações no caso.

Leia Também:

Leia Mais

  • Caso Master: influenciadores dizem que receberam propostas para criticar BC

    Caso Master: influenciadores dizem que receberam propostas para criticar BC

  • Análise: Embate entre TCU e BC aumenta crise institucional

    Análise: Embate entre TCU e BC aumenta crise institucional

  • PF marca novos depoimentos de executivos do Master e do BRB

    PF marca novos depoimentos de executivos do Master e do BRB

Em outras palavras, suspeita-se de que instituições de Estado não estejam agindo como instituições de Estado, mas sim como instrumentos em uma campanha de pressão política contra a autoridade monetária, em razão de esta ter liquidado um banco privado cuja atuação a Polícia Federal aponta como fraudulenta. Um banco que teria feito da compra de influência nas instituições da República a chave de sua longa sobrevivência, até a explosão do escândalo.

A sensação generalizada é a de podridão política, marcada por falta de pudor e atrevimento em escala inédita para um país que acreditava já ter visto de tudo em matéria de corrupção. Acreditava.

FONTE/CRÉDITOS: GZ RONDONIENSE
Comentários:

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!