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Quarta-feira, 15 de Abril de 2026

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Veja dicas para proteger seu celular de golpes virtuais no carnaval

Smartphones são porta de entrada para fraudes financeiras, mesmo sem furto ou roubo

Notícias de Porto Velho
Por Notícias de Porto Velho
Veja dicas para proteger seu celular de golpes virtuais no carnaval
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Blocos lotados, turistas distraídos e o alto volume de transações financeiras tornam o carnaval um período de atenção redobrada para o uso de celulares. Mesmo sem furto ou roubo físico, os aparelhos são a principal porta de entrada para criminosos acessarem aplicativos bancários e esvaziarem contas em poucos minutos.

Embora a maior parte das fraudes ocorra de forma presencial, como maquininhas adulteradas, o celular tem se tornado alvo constante durante a folia. Redes wi-fi falsas e golpes por engenharia social, que manipulam emocionalmente a vítima para obter senhas e dados pessoais, resultam em prejuízos financeiros significativos.

José Oliveira, Diretor de Tecnologia (CTO) da Certta, empresa de soluções antifraude, alerta que eventos de grande porte criam o ambiente ideal para criminosos: “Há quebra de rotina, decisões rápidas e senso de urgência que inibe a reflexão. É exatamente isso que o fraudador explora”.

Leia Também:

Por que o risco aumenta no carnaval?

  • Alta concentração de pessoas: facilita furtos e camufla criminosos;

  • Quebra de rotina: transações fora do padrão dificultam alertas automáticos;

  • Decisões emocionais: pressa e distração reduzem atenção aos detalhes.

Como proteger o celular antes de sair de casa:

  • Ative biometria facial ou digital nos apps bancários;

  • Habilite “modo seguro” ou “modo rua” do banco;

  • Desative pagamentos por aproximação em aglomerações;

  • Reduza temporariamente o limite de Pix;

  • Saiba apagar o celular remotamente (Android ou iPhone);

  • Evite manter grandes valores em apps financeiros em uso externo.

Principais meios de invasão:

  • Wi-Fi falso: redes abertas com nomes parecidos aos oficiais para interceptar dados; prefira dados móveis;

  • Engenharia social: mensagens ou ligações com senso de urgência; faça “pausa cognitiva” e confirme informações apenas por canais oficiais;

  • Golpes com inteligência artificial: deepfakes, identidades sintéticas e perfis falsos altamente convincentes.

Se o celular for roubado:

  • Bloqueie o aparelho pela operadora ou pelo serviço de celular seguro;

  • Apague dados remotamente (Google ou Apple);

  • Avise o banco e bloqueie contas/cartões;

  • Registre boletim de ocorrência;

  • Altere senhas de e-mail e redes sociais.

Recomendação central: desacelerar.
José Oliveira orienta que o primeiro obstáculo contra fraudes ainda é o próprio comportamento do usuário: “Antes de digitar uma senha, clicar em um link ou confirmar um pagamento, pare por alguns segundos. Num ambiente de festa e aglomeração, a tecnologia ajuda, mas a primeira barreira é o cuidado do folião”.

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FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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