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Sexta-feira, 05 de Junho de 2026

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SUS amplia oferta de implantes hormonais com qualificação de profissionais

Ministério da Saúde prevê treinar 11 mil médicos e enfermeiros para aplicação do Implanon; foco da nova etapa são municípios com menos de 50 mil habitantes.

Notícias de Porto Velho
Por Notícias de Porto Velho
SUS amplia oferta de implantes hormonais com qualificação de profissionais
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O Ministério da Saúde iniciou a segunda fase de oficinas de qualificação para a inserção do implante contraceptivo de etonogestrel, conhecido comercialmente como Implanon, no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa visa capacitar 11 mil profissionais, entre médicos e enfermeiros, para expandir o acesso ao método em todo o território nacional. Com 32 treinamentos previstos, a pasta foca agora em municípios de pequeno porte, garantindo que a tecnologia chegue a regiões mais afastadas e vulneráveis. As oficinas são presenciais e utilizam simuladores anatômicos para garantir a precisão técnica no manejo do dispositivo.

A carga horária das capacitações foi ajustada para atender às necessidades de cada categoria, sendo de 12 horas para enfermeiros e seis horas para médicos. Além do treinamento prático de inserção e retirada, o programa aborda a saúde sexual de forma integral, discutindo direitos reprodutivos, dignidade menstrual e o enfrentamento ao racismo e à violência na Atenção Primária. Para 2026, o governo federal planeja a distribuição de 1,3 milhão de implantes subdérmicos, dos quais 290 mil unidades já foram entregues aos estados para suprir a demanda crescente na rede pública.

O implante subdérmico é destacado por sua alta eficácia e longa duração, podendo prevenir a gravidez por até três anos sem depender da disciplina diária da paciente. Na rede particular, o procedimento pode custar até R$ 4 mil, o que torna a oferta gratuita pelo SUS um marco na democratização de métodos modernos de planejamento familiar. O Ministério da Saúde reforça que a fertilidade da mulher retorna rapidamente após a remoção do dispositivo, e que ele se soma a outras opções já disponíveis, como o DIU de cobre e anticoncepcionais orais.

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Apesar da alta tecnologia do implante, as autoridades de saúde alertam que ele não substitui o uso de preservativos, que continuam sendo o único método eficaz na proteção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). A implementação do Implanon nos territórios conta com o apoio direto de gestores estaduais e municipais para garantir que a logística de estoque e atendimento seja contínua. Com essa expansão, o Brasil busca reduzir os índices de gravidez não planejada e fortalecer a autonomia das mulheres sobre seus corpos e projetos de vida.

FONTE/CRÉDITOS: ADMIN USER
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