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Quinta-feira, 16 de Abril de 2026

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Proporção de trabalhadores em home office recua pelo 2º ano seguido e atinge 7,9% em 2024

Pesquisa do IBGE mostra que mais de 6,5 milhões de pessoas exerciam a atividade profissional em casa, uma queda em relação aos 8,4% registrados em 2022.

Notícias de Porto Velho
Por Notícias de Porto Velho
Proporção de trabalhadores em home office recua pelo 2º ano seguido e atinge 7,9% em 2024
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A proporção de trabalhadores brasileiros em home office (trabalho no domicílio de residência) recuou pelo segundo ano consecutivo, chegando a 7,9% em 2024. O número representa quase 6,6 milhões de pessoas, uma queda em comparação com 2022, quando o trabalho remoto atingiu seu pico pós-pandemia, com 8,4% (mais de 6,7 milhões de pessoas).

A constatação faz parte de uma edição especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), divulgada nesta quarta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento mostra uma inversão na tendência de crescimento que foi acentuada pela pandemia de covid-19.

Apesar do recuo, o nível de home office (7,9%) ainda está superior aos 5,8% registrados em 2019, antes da pandemia, segundo o analista William Kratochwill.

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Mulheres em home office e o efeito pandemia

O estudo aponta que as mulheres continuam sendo a maioria a trabalhar em casa, somando 61,6% do total de trabalhadores nessa condição. Olhando a proporção por sexo, 13% das mulheres estão em home office, enquanto a parcela é de 4,9% entre os homens.

A pandemia de covid-19 impulsionou o trabalho no domicílio, levando a proporção de 3,6% em 2012 para o pico de 8,4% em 2022. No entanto, a diminuição do home office já tem causado insatisfação e resistência em algumas empresas, como o Nubank e a Petrobras, que anunciaram a regressão gradual do teletrabalho.

Outras modalidades de trabalho

A pesquisa do IBGE também mapeou a distribuição dos trabalhadores por local de atividade em 2024:

Estabelecimento do próprio empreendimento: 59,4%

Local designado pelo empregador, patrão ou freguês: 14,2%

Fazenda, sítio, granja, chácara etc.: 8,6%

Domicílio de residência (home office): 7,9%

Veículo automotor: 4,9%

Via ou área pública: 2,2%

Um destaque é a categoria de trabalhadores que atuam em veículo automotor, que passou de 3,7% em 2012 para 4,9% em 2024. O pesquisador William Kratochwill atribui esse aumento ao surgimento de serviços de aplicativos como Uber e 99, além do crescimento de negócios como food trucks.

FONTE/CRÉDITOS: GZ RONDONIENSE
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