O Grupo Comanche, alvo da Operação Carbono Oculto, que investiga crimes como lavagem de dinheiro ligada ao PCC, foi condenado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por fraude no mercado de capitais. A decisão foi ratificada neste ano pelo Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN).
Segundo a CVM, a Comanche, parte de um conglomerado econômico sob a influência de Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme da Silva, estruturou uma operação fraudulenta que resultou em perdas de aproximadamente R$ 45 milhões para investidores, incluindo fundos de pensão e a Prefeitura de Campos dos Goytacazes (RJ).
As investigações identificaram o papel da gestora Acrux Administração de Recursos Ltda, responsável por levantar recursos no mercado. A gestão das carteiras de valores mobiliários era de Victor Mariz Taveira, enquanto seu sócio, Alberto dos Santos Rodrigues, recebeu sanções menores da CVM. Os três foram absolvidos pelo CRSFN em fevereiro de 2025.
O caso começou com denúncia em setembro de 2014 e foi formalmente instaurado em 2018. Após uma disputa administrativa que se arrastou por mais de 10 anos, o processo foi concluído em maio de 2025, com a decisão final do CRSFN.
Procurados, Comanche e Acrux não se manifestaram.
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