Samuele Inácio deu mais um passo para defender definitivamente a Itália. Convocado por Roberto Mancini para os próximos jogos da Liga das Nações, o atacante do Borussia Dortmund está próximo de confirmar sua escolha pela Azzurra, seleção do país onde nasceu e construiu toda a formação nas categorias de base. A nova oportunidade na equipe principal também reduz as possibilidades de o Brasil contar com o jogador no futuro.
Filho do ex-jogador brasileiro Inácio Piá, Samuele nasceu em Bérgamo, no norte da Itália, e possui dupla nacionalidade. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) acompanhou sua evolução nos últimos anos e chegou a enviar olheiros para observá-lo, interessada em um atleta que poderia representar os dois países. O atacante, contudo, optou por seguir o caminho italiano.
A primeira convocação para a seleção principal aconteceu no fim de maio, depois de sua participação de destaque no Mundial Sub-17. Na competição, Inácio vestiu a camisa 10 da Itália e enfrentou justamente o Brasil na disputa pelo terceiro lugar, vencida pelos italianos. O confronto adicionou um capítulo particular à trajetória de um jogador que já despertava interesse das duas seleções.
Samuele Inácio: da possibilidade de defender o Brasil à definição pela Itália
Apesar da convocação anterior, Samuele Inácio ainda poderia defender a Canarinho. Os compromissos contra Luxemburgo e Grécia, naquela ocasião, eram amistosos e não tinham caráter oficial para determinar de forma definitiva sua nacionalidade esportiva. Por isso, a presença na lista italiana não impedia uma futura mudança de representação internacional.
O cenário agora é diferente. Os próximos compromissos da Azzurra serão válidos pela Liga das Nações, competição oficial da Uefa. Caso Inácio entre em campo em uma partida que cumpra os critérios da Fifa, sua escolha pela Itália ficará definitivamente consolidada no futebol de seleções.
A convocação, portanto, não representa apenas mais uma oportunidade de desenvolvimento com a equipe principal, mas também pode encerrar a possibilidade de uma futura investida brasileira pelo atacante.
A decisão acompanha uma trajetória construída integralmente no futebol europeu. Samuele começou a carreira na Atalanta e se transferiu para o Borussia Dortmund em julho de 2024. Entre 2024 e 2026, disputou 59 partidas pelas equipes sub-17, sub-19 e B do clube alemão. Nesse período, marcou 13 gols e deu 11 assistências nas divisões de base, além de ganhar espaço gradualmente nas proximidades do elenco profissional.
Evolução no Borussia Dortmund reforça aposta de Mancini
Na temporada passada, Samuele Inácio ajudou a equipe principal do Dortmund em sete partidas da Bundesliga e marcou um gol em nível profissional. Na virada para 2026/27, passou a integrar definitivamente o elenco comandado por Niko Kovac. O início da nova temporada já apresenta resultados concretos: em três jogos disputados, o atacante balançou as redes duas vezes.
O desenvolvimento no clube alemão ocorre paralelamente à reconstrução da seleção italiana. Roberto Mancini voltou ao comando da Azzurra em julho, quase três anos depois de deixar o cargo. Em sua primeira passagem, conduziu a equipe ao título da Eurocopa de 2021. Agora, inicia um novo projeto com os olhos voltados para os próximos grandes torneios, sobretudo a Copa do Mundo de 2030.
A Itália chega a esse processo depois de ficar fora dos três últimos Mundiais. E a integração de jovens jogadores faz parte de um contexto em que a seleção precisa preparar seu elenco para o próximo ciclo internacional. Aos 18 anos, Inácio ainda tem uma trajetória profissional curta, mas a experiência acumulada nas categorias de base do Dortmund, as primeiras aparições na Bundesliga e o desempenho recente contribuem para sua presença no radar de Mancini.
O treinador terá pela frente uma sequência de compromissos exigente na Liga das Nações. A estreia será contra a Bélgica, em 25 de setembro, no Estádio Olímpico de Roma. Depois, a Itália enfrenta a Turquia fora de casa, no dia 28. Em 2 de outubro, encara a França, em Paris, antes de fechar a série diante da Turquia, em 5 de outubro, em Bolonha.
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