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Quinta-feira, 16 de Abril de 2026

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Quatro pessoas condenadas por crime de homofobia contra deputada federal de Rondônia após mensagens em grupo de WhatsApp

Quatro moradores de Ariquemes foram oficialmente sentenciados por homofobia contra a deputada federal Sílvia Cristina (PP-RO)

Notícias de Porto Velho
Por Notícias de Porto Velho
Quatro pessoas condenadas por crime de homofobia contra deputada federal de Rondônia após mensagens em grupo de WhatsApp
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Quatro moradores de Ariquemes foram oficialmente sentenciados por homofobia contra a deputada federal Sílvia Cristina (PP-RO), por terem publicado ofensas preconceituosas em um grupo de WhatsApp. Segundo a decisão da juíza Ana Valéria de Queiroz Santiago, da Comarca de Ji-Paraná, cada um dos condenados deverá pagar R$ 2.000,00 a título de danos morais, totalizando R$ 8.000,00. A deputada anunciou que doará integralmente esse valor ao Hospital de Amor.

Além da multa, foi determinado que os réus arcarão com os honorários de sucumbência referentes ao advogado da parlamentar.

O caso

As ofensas foram disparadas em um grupo de WhatsApp chamado “Direita Ariquemes Oficial”, que conta com cerca de 188 integrantes. Nos conteúdos compartilhados — entre textos e áudios — foram proferidos comentários depreciativos sobre a orientação sexual da deputada, configurando crime de homofobia.

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Ao avaliar as mensagens, a juíza Ana Valéria afirmou que tais declarações eram ofensivas e “inequívocas em ferir o direito à imagem e à honra”, ambos protegidos pela Constituição e pelo Código Civil.

A reação da deputada

Sílvia Cristina celebrou a vitória judicial, reforçando que redes sociais e aplicativos de mensagem não são “terra sem lei” e que crimes como calúnia, difamação e homofobia devem ser penalizados.

Em seu desabafo, ela falou sobre a distinção entre críticas legítimas ao seu trabalho e ataques pessoais homofóbicos: “Sou uma pessoa pública… criticar o trabalho faz parte do ambiente político. Porém, as ofensas pessoais e as mensagens homofóbicas não podemos tolerar”.

Ela também ressaltou seu compromisso com a liberdade de expressão, mas advertiu que “essa liberdade não pode ser usada para cometer crimes, difamar ou agredir ninguém” — lembrando que existem limites legais e consequências para comportamentos abusivos.

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Astor Martins da Costa Nova
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