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Quarta-feira, 15 de Abril de 2026

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Mudanças climáticas ameaçam biodiversidade e segurança alimentar no alto-mar

Pesquisadores reunidos no Rio de Janeiro alertam para urgência na implementação do Tratado do Alto-Mar diante do aquecimento global e do deslocamento de espécies.

Notícias de Porto Velho
Por Notícias de Porto Velho
Mudanças climáticas ameaçam biodiversidade e segurança alimentar no alto-mar
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Cientistas e autoridades internacionais discutem, nesta semana no Rio de Janeiro, os impactos devastadores da emergência climática nos oceanos durante o 3º Simpósio BBNJ. O foco central é o Tratado do Alto-Mar, acordo que entrou em vigor em janeiro de 2026 para regulamentar a proteção de dois terços das águas oceânicas que não pertencem a nenhum país. Entre as maiores preocupações estão o branqueamento de corais, a acidificação das águas e a perda de oxigênio, fatores que ameaçam o equilíbrio da vida marinha.

A professora Regina Rodrigues, da UFSC, destacou que a crise não é apenas ambiental, mas também socioeconômica e humanitária. Com a elevação do nível do mar, mais de um bilhão de pessoas em zonas costeiras correm riscos diretos. Além disso, a queda na reprodução de peixes compromete a segurança alimentar de cerca de três bilhões de dependentes dessa fonte de proteína. A pesquisadora defende que a governança internacional precisa ser mais ágil para acompanhar a velocidade das mudanças climáticas.

Outro ponto crítico abordado no simpósio é o deslocamento de cardumes tropicais em direção às águas internacionais. O pesquisador Juliano Palacios Abrantes explicou que esse movimento pode gerar conflitos diplomáticos, uma vez que os peixes saem das zonas de jurisdição nacional e entram em áreas onde a gestão é complexa e desigual. Atualmente, apenas nações ricas possuem tecnologia e recursos para realizar a pesca em larga escala no alto-mar, o que amplia o abismo econômico entre os países.

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O Tratado do Alto-Mar surge como uma ferramenta essencial para integrar a preservação marinha às discussões do IPCC e da ONU. O acordo prevê a criação de áreas protegidas e a troca de tecnologias para monitorar o oceano, que até então ocupava um papel secundário nas políticas climáticas globais. Para os especialistas, a aplicação do princípio da precaução e a cooperação entre os países signatários, incluindo o Brasil, são os únicos caminhos para mitigar desastres ecológicos e sociais futuros.

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FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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