No primeiro El Clásico desde que voltou ao Real Madrid, José Mourinho montou uma estratégia crucial para frear o Barcelona. Além dos ajustes táticos para frear o domínio com bola do rival, os Merengues também têm tirado proveito da fase iluminada vivida por Dean Huijsen, que parece ter recuperado sua confiança sob o comando do técnico português.
Contratado junto ao Bournemouth em maio de 2025 por 59,3 milhões de euros (cerca de R$ 373,9 milhões à época), o zagueiro espanhol começou sua trajetória no Santiago Bernabéu em alta. Entretanto, Huijsen foi criticado na temporada passada por suas atuações oscilantes nos jogos grandes, sobretudo nos duelos contra o Atlético de Madrid no Metropolitano — incluindo a expulsão no clássico de setembro.
A queda de rendimento no Real Madrid custou sua vaga entre os convocados para a Copa do Mundo, contribuindo para as dúvidas por parte da imprensa e dos torcedores. Contudo, Mourinho tem desempenhado um papel fundamental na recuperação do camisa 4, que tem mostrado maior solidez e agressividade defensiva, assim como qualidade na saída de bola.
Diante do Barça, Dean Huijsen fez a diferença nos duelos, tomou decisões acertadas para recuperar a posse de bola e esbanjou concentração e calma para superar a marcação-pressão e conectar passes verticais. O impacto do zagueiro de 21 anos pode ser medido através das estatísticas, reforçando sua força na primeira linha do Special One.
Huijsen em Barcelona x Real Madrid segundo o “SofaScore”
- 10 cortes;
- 16 ações defensivas;
- 4 bloqueios;
- 37/45 passes completados (83%);
- 7 passes quebraram linhas.
Consistência de Huijsen favorece disputa por titularidade no Real Madrid
A joia espanhola tem ganhado sequência com José Mourinho à frente do Real Madrid, tanto que foi utilizado em 10 das 13 partidas de 2026/27 — cumpriu suspensão contra Villarreal e ficou no banco de reservas contra Rayo Vallecano e Roma. Com os problemas físicos de Éder Militão, Raúl Asencio e Antonio Rüdiger, Dean Huijsen forma a dupla de zaga titular com Ibrahima Konaté.
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A retomatada de um futebol consistente favorece o camisa 4 na disputa por uma vaga nos 11 iniciais. O próprio treinador dos Merengues já havia dito em coletiva recente que, antes de provar sua capacidade de construção com bola, Huijsen precisava “defender” melhor. De lá para cá, ele tem parecido mais à vontade em um sistema que exige intensidade, ficando à frente do brasileiro na hierarquia.
Mourinho tem adotado cautela no retorno de Militão após grave lesão muscular na coxa esquerda sofrida em abril, que o tirou da lista de Carlo Ancelotti para o Mundial. Embora tenha dito que o camisa 3 é “ainda melhor” do que imaginava, seu histórico de contusões nas últimas temporadas o limitou a apenas um jogo até aqui, com 10 minutos disputados como substituto.
Éder Militão está na reta final de sua recuperação para ganhar ritmo de jogo, porém, a boa fase do zagueiro espanhol ao lado do francês ex-Liverpool pode ser um obstáculo em seu recomeço no Real Madrid.
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