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Quinta-feira, 16 de Abril de 2026

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MC Ryan lidera organização criminosa que movimentou R$ 260 bilhões, afirma PF

Investigações descrevem a existência de uma organização criminosa altamente estruturada, voltada à lavagem de dinheiro em larga escala

Notícias de Porto Velho
Por Notícias de Porto Velho
MC Ryan lidera organização criminosa que movimentou R$ 260 bilhões, afirma PF
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Ryan Santana dos Santos, o MC Ryan SP, um dos funkeiros mais famosos do Brasil, foi preso temporariamente nesta quarta-feira (15), na Operação Narco Fluxo, da Polícia Federal, suspeito de liderar uma engrenagem criminosa voltada à lavagem de dinheiro do crime organizado e do tráfico de drogas, com uso de bets, rifas ilegais e empresas ligadas à produção musical e ao entretenimento.

A ofensiva da Narco Fluxo, que prendeu 31 suspeitos — entre eles o também MC Poze do Rodo — nesta quarta, mira um grupo especializado em blindagem patrimonial e ocultação de valores.

A ação é um desdobramento de apurações anteriores que identificaram a atuação do grupo em esquemas de lavagem de dinheiro.

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As investigações descrevem a existência de uma organização criminosa altamente estruturada, voltada à lavagem de dinheiro em larga escala, com base principalmente na exploração de apostas ilegais e rifas digitais, além de possíveis conexões com o tráfico internacional de cocaína.

As apurações, derivadas das operações Narco Vela e Narco Bet — na qual o influenciador Buzeira foi preso —, apontam que o grupo movimentou valores bilionários — com estimativas superiores a R$ 260 bilhões — por meio de um sistema paralelo que envolvia dinheiro em espécie, transferências bancárias e criptoativos, especialmente uma criptomoeda conhecida como Tether.

Ryan no centro da organização

No centro da estrutura, segundo as investigações, está Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan, identificado como líder e principal beneficiário econômico.

Ao seu lado, atuavam operadores-chave como Tiago de Oliveira, responsável pela gestão financeira e redistribuição de recursos, e Rodrigo de Paula Morgado, apontado como contador e articulador das movimentações financeiras e estratégias de ocultação patrimonial.

 

“As mensagens acessadas pela Polícia Federal revelaram que Tiago teria atuado em diversas tratativas financeiras e imobiliárias em favor de Ryan, dentre elas a negociação de um imóvel de alto padrão, demonstrando ciência das irregularidades da cadeia de propriedade, assumindo papel de pessoa interposta e facilitadora para viabilizar o controle do bem antes da posse formal, contribuindo para a aparência de regularidade da operação”, diz a investigação.

Preso na Operação Narco Bet e investigado por suspeita de ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital), o contador Rodrigo de Paula Morgado é apontado como operador-chave do grupo.

Segundo a Polícia Federal, ele atuava na articulação de transferências bancárias e prestava auxílio direto aos investigados em estratégias de “proteção patrimonial” envolvendo Ryan.

As mensagens interceptadas indicam que Morgado viabilizava repasses em nome de terceiros e prestava serviços de gestão financeira para atender a diferentes demandas do grupo, desde ocultação de patrimônio até evasão fiscal.

 
FONTE/CRÉDITOS: ADMIN USER
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