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Quinta-feira, 16 de Julho de 2026

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Lula liga para Trump e pede revisão de tarifas sobre produtos brasileiros

Em conversa de 40 minutos, presidentes também discutiram combate ao crime organizado

Notícias de Porto Velho
Por Notícias de Porto Velho
Lula liga para Trump e pede revisão de tarifas sobre produtos brasileiros
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a solicitar ao presidente norte-americano Donald Trump a redução de tarifas impostas aos produtos brasileiros. O pedido foi feito durante uma conversa telefônica nesta terça-feira (2), segundo informou o Palácio do Planalto.

De acordo com o governo brasileiro, Lula elogiou a decisão recente dos Estados Unidos de retirar a tarifa adicional de 40% aplicada a itens como carne, café e outros produtos agrícolas. Contudo, o presidente destacou que ainda existem tarifas pendentes que precisam ser discutidas e que o Brasil deseja “avançar rápido” nas negociações.

Mudanças após reaproximação diplomática

As tarifas haviam sido anunciadas por Trump em julho, sob a justificativa de uma suposta “emergência nacional”, alegando que políticas brasileiras prejudicavam empresas dos EUA e citando ainda a “perseguição” ao ex-presidente Jair Bolsonaro, então prestes a ser julgado pelo STF.

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O cenário começou a mudar após o encontro entre Lula e Trump em setembro, durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Na ocasião, o presidente norte-americano afirmou ter tido “química excelente” com o petista.

Desde então, os dois líderes conversaram diversas vezes. Em outubro, Lula pediu oficialmente a retirada das tarifas adicionais, e, no mesmo mês, ambos se reuniram na Malásia, quando Trump teria demonstrado disposição em negociar de forma acelerada.

Em novembro, a Casa Branca anunciou a retirada da tarifa extra sobre produtos como café, carne bovina, petróleo, frutas e peças de aeronaves, sinalizando avanço nas tratativas.

Cooperação contra o crime organizado

No telefonema mais recente, Lula e Trump também discutiram ações conjuntas contra o crime organizado.

No Brasil, o tema ganhou força após a megaoperação realizada no Rio de Janeiro em outubro, considerada a mais letal da história do estado, com mais de 120 mortos em ações contra o Comando Vermelho.

Nos Estados Unidos, o combate a organizações criminosas também voltou ao centro do debate, especialmente em meio às tensões com a Venezuela e ao envio de embarcações militares para o Caribe.

Segundo o Planalto, Lula defendeu o reforço da cooperação bilateral, e Trump teria demonstrado “disposição total” para avançar em iniciativas conjuntas na área de segurança.

A expectativa é de que os dois presidentes voltem a conversar em breve para acompanhar o andamento das negociações comerciais e das estratégias de enfrentamento ao crime organizado.

FONTE/CRÉDITOS: GZ RONDONIENSE
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