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Quinta-feira, 16 de Abril de 2026

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CFM determina sindicância sobre falta de assistência médica a Bolsonaro

Conselho Federal de Medicina afirmou ter recebido denúncias formais relacionadas à garantia de "assistência médica adequada" ao ex-presidente, que cumpre prisão na Superintendência da Polícia Federal em Brasília

Notícias de Porto Velho
Por Notícias de Porto Velho
CFM determina sindicância sobre falta de assistência médica a Bolsonaro
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O CFM (Conselho Federal de Medicina) determinou nesta quarta-feira (7) ao CRM-DF (Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal) a instauração de uma sindicância para apurar denúncias relacionadas à garantia de assistência médica adequada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo nota divulgada pelo Conselho (leia a íntegra abaixo), “declarações públicas de relatos sobre intercorrências clínicas” envolvendo o ex-chefe do Planalto “causam extrema preocupação à sociedade brasileira”.

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Na madrugada de terça-feira (6), Bolsonaro sofreu uma queda e bateu a cabeça em sua cela na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Brasília, onde cumpre prisão após ser condenado a 27 anos e três meses de prisão por participar de um plano de golpe de Estado no país.

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Após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), Bolsonaro foi levado ao Hospital DF Star na manhã desta quarta-feira para a realização de exames médicos.

O comunicado do CFM também ainda os problemas de saúde enfrentados pelo ex-presidente, que se recupera de novas intervenções cirúrgicas em decorrência da facada sofrida durante a campanha presidencial de 2018.

“O CFM reafirma que a autonomia do médico assistente deve ser soberana na determinação de conduta terapêutica, não podendo sofrer influências de qualquer natureza, por possuir presunção de verdade”, destaca o CFM.

O Conselho Federal de Medicina é presidido desde 2022 pelo ginecologista e obstetra José Hiran da Silva Gallo que, em diversas ocasiões, demonstrou publicamente apoio a Bolsonaro.

Moraes negou transferência imediata de Bolsonaro a hospital

Na tarde de ontem, o ministro Alexandre de Moraes negou a transferência imediata de Bolsonaro ao hospital. Na ocasião, o magistrado entendeu não haver necessidade de remoção do ex-presidente. Segundo despacho, a PF (Polícia Federal) deveria apresentar ao STF o laudo médico realizado pelos médicos da corporação.

Como mostrou a CNN Brasil, a PF enviou o laudo médico a Moraes ainda na tarde de ontem. De acordo com o documento, Bolsonaro apresentou sinais de ter caído da cama durante a noite. O relatório descreve ainda lesão superficial no rosto e a presença de sangue.

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Bolsonaro tem sinais de apatia, tontura, diz médico

Na noite de terça-feira, o cardiologista Brasil Caiado, que acompanha o ex-presidente, disse à imprensa que Bolsonaro apresentava sinais de apatia, tontura e uma queda na pálpebra esquerda.

“Fiz uma última avaliação no presidente agora, ele estava apático, uma leve queda na pálpebra esquerda, com a pressão normalizada e com sinal de tontura. Sem dor. O próximo é aguardar a liberação para a realização dos exames e imediatamente nos deslocarmos para o hospital, que está de prontidão para recebê-lo”, relatou Caiado.

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Leia a íntegra da nota do CFM

“O Conselho Federal de Medicina (CFM), no estrito cumprimento de suas atribuições legais, manifesta-se sobre a condição de saúde do ex-Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro.

O recebimento formal de denúncias protocoladas no CFM expressam inquietação quanto à garantia de assistência médica adequada ao paciente. Além disso, declarações públicas de relatos sobre intercorrências clínicas causam extrema preocupação à sociedade brasileira.

Os relatos de crises agudas de características diversas, episódio de trauma decorrente de queda, o histórico clínico de alta complexidade, sucessivas intervenções cirúrgicas abdominais, soluços intratáveis, e outras comorbidades em paciente idoso, demandam um protocolo de monitoramento contínuo e imediato, em que deve ser assegurada assistência médica com múltiplas especialidades pelo estado brasileiro, inclusive em situações de urgência e emergência.

O CFM reafirma que a autonomia do médico assistente deve ser soberana na determinação da conduta terapêutica, não podendo sofrer influência de qualquer natureza, por possuir presunção de verdade.

Em obediência ao disciplinado em lei e ao Código de Processo Ético-Profissional, o CFM determinou ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal, a imediata instauração de sindicância para apuração dos fatos.”

FONTE/CRÉDITOS: GZ RONDONIENSE
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