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Quinta-feira, 23 de Abril de 2026

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Bebê é levado à UPA com fratura no crânio e mãe é presa em flagrante na capital

Criança de 4 meses foi atendida com sinais de violência; atitude da equipe médica foi crucial para proteger o bebê e acionar as autoridades

Notícias de Porto Velho
Por Notícias de Porto Velho
Bebê é levado à UPA com fratura no crânio e mãe é presa em flagrante na capital
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Um bebê de apenas quatro meses deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da zona Leste de Porto Velho (RO) com um quadro grave de trauma craniano, na madrugada desta sexta-feira (1º). Acompanhado da própria mãe, de 27 anos, o menino foi imediatamente atendido por uma equipe médica que, diante da gravidade e das características dos ferimentos, suspeitou de agressão.

O comportamento da mãe e as explicações inconsistentes sobre o ocorrido levantaram o alerta entre os profissionais da saúde. Diante da suspeita de maus-tratos, o Conselho Tutelar e a Polícia Civil foram acionados. Pouco tempo depois, a mulher foi presa em flagrante, acusada de ter causado as lesões no filho.

Segundo informações apuradas pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), a mãe admitiu que se descontrolou diante do choro constante do bebê. A confissão chocou os agentes e gerou revolta entre os profissionais que acompanharam o atendimento.

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O bebê permanece internado, em observação, com estado de saúde estável, porém sob cuidados constantes devido à delicadeza da fratura no crânio. O Conselho Tutelar acompanha de perto a situação e deverá encaminhar a criança a um local seguro, longe de qualquer risco.

A prisão da mãe é um desfecho necessário em um caso que, infelizmente, revela as consequências de situações extremas de estresse e negligência no cuidado com crianças. Especialistas alertam para a necessidade de fortalecer políticas públicas de apoio psicológico, especialmente para mães jovens em situação de vulnerabilidade.

A Polícia Civil seguirá com a investigação para apurar outros possíveis episódios de violência, além de avaliar o histórico familiar da suspeita. Ela segue detida à disposição da Justiça.

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Astor Martins da Costa Nova
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