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Sabado, 13 de Junho de 2026

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Apesar de tarifaço, exportações de carne bovina do Brasil batem recorde

País embarcou carne para mais de 170 países em 2025, com receita de US$ 18 bilhões; China mantém liderança

Notícias de Porto Velho
Por Notícias de Porto Velho
Apesar de tarifaço, exportações de carne bovina do Brasil batem recorde
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O Brasil bateu recorde nas exportações de carne bovina em 2025, com crescimento tanto em volume quanto em receita. No ano, os embarques somaram 3,5 milhões de toneladas, alta de 20,9% em relação a 2024, enquanto a receita cambial alcançou US$ 18,03 bilhões, avanço de 40,1%.

 

Os dados são do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), compilados pela Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes).

A carne bovina in natura respondeu pela maior parcela das vendas externas, com 3,09 milhões de toneladas exportadas, crescimento de 21,4% na comparação anual, gerando receita de US$ 16,61 bilhões.

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Considerando todas as categorias (in natura, industrializadas, miúdos, tripas, gorduras e salgadas), o Brasil embarcou carne bovina para mais de 170 países em 2025.

A China manteve-se como principal mercado da carne bovina brasileira no ano, respondendo por 48% do volume exportado, com 1,68 milhão de toneladas e faturamento de US$ 8,90 bilhões.

 

Na sequência aparecem os Estados Unidos, com 271,8 mil toneladas e US$ 1,64 bilhão, seguidos por Chile (136,3 mil toneladas; US$ 754,5 milhões), União Europeia (128,9 mil toneladas; US$ 1,06 bilhão), Rússia (126,4 mil toneladas; US$ 537,1 milhões) e México (118,0 mil toneladas; US$ 645,4 milhões).

Na comparação com 2024, houve crescimento de volume na maior parte dos principais destinos. As exportações para a China avançaram 22,8%, enquanto os embarques para os Estados Unidos cresceram 18,3%.

A União Europeia registrou expansão de 132,8% e o Chile de 29,8%. Também se destacaram aumentos expressivos para Argélia (+292,6%), Egito (+222,5%) e Emirados Árabes Unidos (+176,1%).

Segundo o presidente da Abiec, Roberto Perosa, o desempenho reflete a solidez do setor

. “O desempenho de 2025 foi extraordinário. Depois de um 2024 muito positivo, conseguimos ampliar volume, valor e presença internacional”, afirmou em nota.

Ele destacou ainda que, “mesmo com impactos temporários, como o tarifaço dos Estados Unidos, a indústria respondeu com rapidez, mostrou resiliência e saiu ainda mais fortalecida”.

Para 2026, a avaliação da Abiec é de otimismo com cautela, após dois anos consecutivos de forte crescimento.

“Entramos em 2026 com negociações ativas e perspectiva concreta de avançar em mercados como Japão, Coreia do Sul e Turquia”, disse Perosa.

Segundo ele, a estratégia passa por um “crescimento mais qualificado, com previsibilidade, competitividade e maior valor agregado, sempre atento às questões geopolíticas”.

FONTE/CRÉDITOS: GZ RONDONIENSE
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