Com a saída de importantes campeões de votos do PL em São Paulo — como Carla Zambelli, que se encontra foragida na Itália após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e Eduardo Bolsonaro, que está licenciado e vive nos Estados Unidos — o partido começa a buscar novos nomes capazes de atrair votos suficientes para garantir cadeiras na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026.
Diferentemente das disputas majoritárias, como as de presidente, governador ou senador, a eleição proporcional para deputado federal depende do total de votos recebidos pela legenda. Assim, candidatos com alto potencial eleitoral são fundamentais para “puxar” outros membros da coligação para o Congresso.
Entre os cotados para assumir esse papel está Renato Bolsonaro , irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Além dele, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto , também deve ser candidato a deputado federal, buscando fortalecer sua influência dentro da legenda.
Outro nome destacado é o do vereador Lucas Pavanato , que foi o mais votado nas últimas eleições municipais em São Paulo. Em entrevista ao Metrópoles , Pavanato afirmou estar disposto a concorrer, desde que haja interesse do partido e da base eleitoral. “Minha prioridade é o mandato de vereador, mas se o partido entender que posso contribuir em Brasília, estarei à disposição”, afirmou.
Também surgem como possibilidades a vereadora Zoe Martinez , além dos atuais deputados federais Rosana Valle e Marco Feliciano , e os estaduais Gil Diniz e Major Mecca .
A debandada de figuras proeminentes do partido no estado, somada à indefinição sobre o retorno de Eduardo Bolsonaro ao Brasil, pressiona o PL a reavaliar sua estratégia eleitoral e apostar em novos perfis capazes de manter o peso político da sigla na maior bancada da Câmara.
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